domingo, 20 de outubro de 2013

Antestreia



Olá!

Antes de tudo uns pequenos esclarecimentos!
Esta história andava a “assombrar-me” há algum tempo e nos últimos dias decidi escrever. E bem…graças à minha “madrinha” (Diana, és tu!) que me incentivou a seguir com isto em frente, decidi dar-vos este primeiro capítulo, uma espécie de prólogo da história!
Caso venha mesmo a seguir com isto para a frente, será apenas quando a minha fic Barcelona, La Ciudad Del Amor terminar (não falta muito mas ainda falta um bocadinho). Se este prólogo vos interessar, então vou mesmo seguir em frente.
Sei que não há descrição das personagens nem algo do género, mas muito resumidamente: Javi (García) e Elena são os protagonistas. O resto vocês percebem com este pequenino início!
Espero que gostem!




O céu estava limpo, o sol brilhava intensamente e uma pequena brisa refrescante fazia sentir-se. O típico dia de verão que Javi adorava! Melhor dizendo, o típico dia de verão que Javi adorava…para trabalhar! Quando se tratava de férias, preferia sem dúvida um ambiente bem mais quente numa enorme praia paradisíaca.
Javi acabou por suspirar perdido naquela miragem. As suas férias tinham terminado há dois dias atrás. Ele e Magali tinham passado as suas férias em Ibiza, aproveitando os últimos dias para fazer uma visita a “casa”. Javi era de Múrcia, uma pequena cidade do sudeste da enorme Espanha. Já Magali era de Pamplona, cidade onde havia conhecido Javi, durante a sua passagem pelo Osasuna três anos antes. Tinham começado a namorar pouco tempo depois de se conhecerem, contudo a fidelidade não era de todo o ponto forte de Javi que sempre tivera sucesso entre as mulheres e que não resistia a aproveitar esse facto. Magali sempre tivera consciência disso, mas aprendera a aceitar. Tinham uma relação bastante liberal, muito mais do que seria suposto. Magali sempre tivera esperança que com o tempo, Javi assentasse e se tornasse homem de uma só mulher, que se tornasse apenas homem dela. E as suas esperanças haviam dado frutos. Quase dois anos depois de começarem a namorar, Javi começara a tornar-se a pouco e pouco mais calmo, mais atencioso para com ela e acima de tudo fiel. Algumas semanas depois, chegara a oportunidade de rumar a Lisboa e Magali, perante a nova faceta de Javi, não hesitou em acompanhá-lo. A relação progredia a cada dia que passava e um dia Magali lançou a ideia:

- E se nos casássemos?

Javi retirou os olhos da televisão e focou-se nela. Segundos depois, abriu-lhe um enorme sorriso, dando-lhe a sua resposta com um enorme beijo.

- Cariño, vou para o treino – informou Javi ajoelhando-se junto à cama onde Magali despertava lentamente como adorava.

- Tem um bom treino – desejou levantando ligeiramente a cabeça para poder beijar Javi – Parece estar um dia lindo – comentou olhando pela janela.

- Sim, podíamos ir almoçar àquele restaurante junto da praia, que achas?

- Hum parece-me ótimo!

- Perfeito. Perto da hora do almoço, devo estar cá, guapa!

- Eu acho que vou levantar-me e aproveitar este solinho na nossa piscina – gabou-se.

- Pois, há gente que não trabalha!

- Na na na! Há gente que tem mais uma semana de férias do que tu porque merece!

- Eu não mereço é isso?

- O que eu disse é que tive o meu mesinho de férias da clínica e que tenho mais uma semana que são uma recompensa por te aturar! – picou.

- Uma recompensa por me aturar? Ai é?

- Hum hum – respondeu Magali vendo Javi a aproximar-se.

- Tens a certeza?

- Absoluta!

- Não queres retirar essa afirmação? – sugeriu Javi.

- Hum nem por isso!

Javi precipitou-se sobre ela vingando-se com um enorme ataque de cócegas que a fez suplicar por perdão. Com todas as picardias e brincadeiras, Javi acabou mesmo por sair atrasado. Era semana de testes médicos, mesmo assim Javi não dispensava a pontualidade!

- Buenos dias!

- Fala-se em mulheres e o diabo aparece – picou Enzo.

- Oh até parece. O menino agora é um anjinho – atirou Toto num tom sarcástico.

Javi não se envolvia com uma mulher que não fosse Magali há mais de um ano, contudo era o primeiro olhar, a comentar e a lançar charme. Javi não resistia a entrar em jogos de sedução, mesmo que não o levassem a lado nenhum. Era mais forte do que ele. Tinha a necessidade de se sentir desejado pelas mulheres, tinha a necessidade de se sentir a última bolacha do pacote.

- Estavam a falar de mulheres, era? – Javi retomou o assunto.

- Não, senhor Casanova, estávamos apenas a picar-te – admitiu Enzo.

- Afinal quais são os planos para hoje? – perguntou Toto.

- Acho que hoje temos principalmente os testes cardíacos – comentou Javi.

- E depois ainda temos de ir ao senhor nutricionista e ao preparador físico confessar os nossos pecados – ironizou Enzo. Sem dúvida que ir ao nutricionista não era a tarefa predileta da pré-época. Entrar em dietas para recuperar a forma física apesar de necessário não era fácil e muito menos apetecível.

- Sim, mas o Rui foi-se embora – comentou Ezequiel.

- Foi embora? Então temos novo nutricionista?

- Sim e ouvi dizer que era uma mulher.

- Eich lá vem uma daquelas velhas gordas e chatas – bufou Enzo.

Continuaram na conversa até que uma silhueta feminina se viu a sair de uma das salas de exames médicos, atraindo de imediato a atenção e os comentários deles. A mulher seguiu na direção oposta, nem dando pela presença deles.

- Quem é? – perguntou Javi não conseguindo ficar indiferente àquela silhueta.

- Ouvi dizer que é a nova nutricionista! – comentou Rodrigo que acabava de chegar.

- Com que então uma velha gorda e chata… - comentou Ezequiel.

- Ela é mesmo a nutricionista? – perguntou Enzo um pouco cético.

- Não sei – confessou Javi – Mas vou descobrir – disse o seu sorriso galã que os seus colegas conheciam já muito bem.

- Javi, estás noivo, não te esqueças! – relembrou-o Enzo.

- E então? Só vou dar as boas-vindas à senhora doutora! – respondeu com o seu sorriso sarcástico e desafiador.

Javi encaminhou-se para o gabinete de nutricionismo que coincidia com a direção que a mulher tinha tomado. Naqueles segundos, pôs-se a pensar nas questões habituais: seria que ainda tinha mais qualidades quando vista pela frente? Seria daquelas mulheres com um corpo escultural e uma cara de fazer fugir qualquer um?
Javi duvidava disso. Tinha ficado com a sensação que ela era…o pacote completo!
Bateu à porta suavemente e em seguida abriu-a.

- Posso, senhora doutora? – pediu com o seu tom de voz sedutor.

Ela estava novamente de costas e Javi teve de admitir que ao perto o seu corpo parecia ainda mais esbelto. Contudo, notou alguma tensão e estranhou o facto de ela simplesmente ter petrificado sem se dignar a voltar-se para ele e a encará-lo.

- Senhora doutora? – tornou a chamar utilizando novamente todo o seu charme.

Ela voltou-se e Javi sentiu-se gelar. Sentiu o seu estômago contorcer-se e o sangue a escapar das suas veias. De repente, parecia ter sido abalroado pelo passado, pelas recordações, pelos bons momentos. De repente, estava novamente lá…no passado…com ela.

- Elena… - murmurou não conseguindo evitar que a voz lhe tremesse.

E pronto é isto!
Pequenino eu sei, mas gostaram? É uma história que acham que gostariam de ler?
Deixem as vossas opiniões,guapas!

Beso
Ana Santos